Face Educa, projeto de extensão da Faculdade de Ciências Econômicas (Face), vai postar vídeos no YouTube com conteúdos de preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Durante o período de quarentena, o cursinho popular disponibilizará, a partir de segunda-feira, 30 de março, videoaulas, aulas ao vivo e atividades de interação com os participantes.

“Estávamos com 50 alunos matriculados e uma semana de revisão de conteúdo em pleno andamento quando a quarentena começou”, conta João Pedro, diretor de Comunicação do projeto. 

Os vídeos serão feitos em casa, com a estrutura de que os professores dispõem. Os profissionais são os mesmo da versão presencial do curso. “Como tínhamos mais de um professor para quase todas as matérias, conseguimos garantir que, ao menos um deles, se sentisse confortável para gravar os vídeos”, revela João. Os alunos com matrícula presencial terão acompanhamento por monitorias on-line, por meio do WhatsApp, hangouts e e-mail. As atividades são gratuitas.

Democratização
O Face Educa nasceu em agosto de 2019 com a missão de contribuir para a democratização do acesso ao ensino superior e ajudar na transformação do Brasil. “Falamos muito sobre o poder da educação na vida das pessoas, mas, na condição de universitários, pouco fazemos para conceder acesso aos mais pobres que dependem exclusivamente do ensino público para se prepararem para o Enem”.

O projeto conta com cerca de 20 monitores, 18 professores e 14 gestores internos, distribuídos nas áreas pedagógica, financeira, recursos humanos, de marketing e de parcerias. Os professores e monitores são alunos em formação e formados pela UFMG na graduação ou pós-graduação.

As aulas do programa podem ser acompanhadas no canal do Face Educa no YouTube.

Professores da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG divulgaram a nota técnica A pandemia do coronavírus no Brasil: demanda emergencial de setores relacionados à saúde e impactos econômico, em que discutem os efeitos positivos que o incremento emergencial da demanda por serviços e produção de equipamentos de saúde pode ter sobre o PIB e a geração de empregos.

Os autores do estudo -- professores Edson Paulo Domingues, Débora Freire Cardoso e Aline Souza Magalhães -- defendem que se deve “investir, gastar e influenciar a atividade econômica para salvar vidas e, ao mesmo tempo, recuperar a economia por meio de instrumentos que só o poder público possui, em especial o Governo Federal”. 

Com base em modelo de simulação para a economia brasileira desenvolvido pelo Núcleo de Estudos em Modelagem Econômica e Ambiental Aplicada do Cedeplar, os pesquisadores estimaram que um gasto de R$ 60 bilhões por parte do governo aumentaria em 10% a produção de cinco setores – saúde pública, saúde privada, produtos farmacêuticos, artigos de limpeza e equipamentos hospitalares e teria impactos como a expansão de 0,8% do PIB e de 1% no emprego total (o equivalente a quase 600 mil novas ocupações).

Leia a matéria de divulgação do estudo no site da UFMG.

 

 

 

 

Com a suspensão das aulas, a partir do dia 18/03, e das atividades administrativas presenciais, a partir do dia 23/03, o trabalho dos setores administrativos e acadêmicos da Faculdade de Ciências Econômicas passou a ser feito na modalidade remota.

Recomenda-se enfaticamente que seja evitado o fluxo de pessoas no prédio da Faculdade (ver as orientações para situações excepcionais).

Para entrar em contato com os setores e demandar informações e serviços, os interessados devem valer-se prioritariamente de mensagens por correio eletrônico, que podem ser enviadas a partir dos seguintes formulários:

 Para contato com as secretarias de Pós-graduação, favor consultar as páginas dos Programas de Pós-graduação:

Alunos intercambistas e professores e alunos no exterior devem buscar orientação junto a Diretoria de Relações Internacionais da UFMG.

Para contatos com o Cedeplar e com a Fundação Ipead, favor consultar os respectivos sites.

 

 

Tendo em vista a suspensão das aulas e das atividades administrativas presenciais na UFMG, o acesso ao prédio da Faculdade de Ciências Econômicas (FACE) será restrito.

Recomendamos enfaticamente que seja evitado o fluxo de pessoas no prédio.

A partir deste sábado, 21/03/2020, e por tempo indeterminado, o acesso será permitido apenas:

1. aos servidores docentes e técnico-administrativos mediante a apresentação da identificação funcional (crachá);

2. aos funcionários terceirizados, funcionários do Ipead, e responsáveis pela cantina, xerox e outros serviços, mediante a apresentação da identificação funcional;

3. aos alunos, em caráter excepcional, quando sua presença for solicitada pelas secretarias acadêmicas ou administrativas, mediante autorização de acesso previamente concedida pelo Setor de Serviços Gerais.

 

 

 

 

A Pró-Reitoria de Recursos Humanos da UFMG, considerando os novos protocolos de distanciamento social adotados pelo governo federal e pela prefeitura municipal de Belo Horizonte, especialmente o Decreto Nº 17.304, de 18 de março de 2020, em função do avanço da pandemia do coronavírus (COVID-19), informou na manhã de hoje, 20/03, por meio do ofício circular n° 011/2020/PRORH/UFMG, a suspensão das atividades administrativas de forma presencial e orientou o planejamento de trabalho remoto na UFMG.

Sendo assim, os setores administrativos da FACE devem rever seu planejamento, de modo a garantir que as atividades passem a ser feitas na modalidade de trabalho remoto.

Doravante, necessidades especiais de trabalho que requeiram a presença dos servidores serão tratadas como excepcionalidades. Demandas deste tipo devem ser encaminhadas pelos setores administrativos e secretarias à Diretoria da Faculdade, para avaliação e deliberação.

 

 

A substituição das aulas presenciais por atividades a distância deverá aguardar instruções específicas que devem ser emitidas, nos próximos dias, com base nas recomendações feitas pela Câmara de Graduação. É o que informou, na noite desta quarta (18), o Comitê Permanente de Acompanhamento das Ações de Prevenção e Enfrentamento ao Novo Coronavírus.

Até que isso ocorra, apenas as atividades já ofertadas integralmente no formato a distância para cursos presenciais, portanto que já têm material didático preparado para o teletrabalho, poderão continuar a ser oferecidas. A Reitoria da Universidade decidiu suspender, por meio de portaria, a partir desta quarta-feira, dia 18, as aulas presenciais, como medida de prevenção ao avanço da Covid-19, doença provocada pelo coronavírus Sars-CoV-2. 

Os encontros e avaliações presenciais das atividades a distância também não podem ser realizados, considerado o contexto de pandemia. As orientações foram feitas para "garantir a qualidade do ensino, a acessibilidade para todos os estudantes e o cumprimento das normativas vigentes”.

Este é o primeiro informe divulgado pelo Comitê, criado no início do mês para orientar as ações da UFMG frente à pandemia. O documento assinado pela assessora da Reitoria para a Área da Saúde e presidente do Comitê, Cristina Alvim, explica que o grupo se orienta a partir de três premissas: é ancorado em evidências científicas, "tanto as bem consolidadas sobre comportamento de epidemias e infecções respiratórias virais, como aquelas que estão sendo produzidas a respeito do Sars-CoV-2”; considera o contexto epidemiológico vigente, "que é atualizado diariamente e reflete o número de casos notificados, suspeitos, confirmados e descartados em Belo Horizonte, em Minas Gerais e no Brasil”; finalmente, o trabalho deve ser articulado com "outros setores da cidade e do estado que podem ser afetados pelas decisões da UFMG, direta ou indiretamente, em especial com as Secretarias de Saúde e de Educação e a rede SUS”.

Chegada de brasileiros da China em avião oficial:
Chegada de brasileiros da China em avião oficial: 11 estudantes da UFMG foram repatriados

 

Engajamento desde o início da epidemia
A UFMG implantou as primeiras medidas de enfrentamento do novo coronavírus antes mesmo do reconhecimento da Organização Mundial da Saúde de que se tratava de uma de emergência pública internacional . Em janeiro, diante da presença de 11 estudantes da UFMG em intercâmbio acadêmico e temporada de estudos na Huazhong University of Science and Technology, situada na cidade de Wuhan, China, epicentro da doença, foi necessário criar condições de assistência e repatriação.

Em seguida, foram impostas medidas de distanciamento social para 103 estudantes intercambistas, provenientes do exterior, recém-chegados à UFMG, com substituição dos atendimentos presenciais na Diretoria de Relações Internacionais (DRI) pelos atendimentos por vias remotas. A linha do tempo com todas as ações adotadas para o enfrentamento e a mitigação dos reflexos da pandemia na UFMG, evidenciando que a Universidade está atenta à situação, também pode ser conferida no documento.

Entre as últimas medidas tomadas, além da suspensão das aulas presenciais para todos os cursos de graduação, pós-graduação e extensão e da Escola de Ensino Básico e Profissional, estão também o.afastamento das atividades presenciais de professores, estudantes e servidores técnico-administrativos que apresentem situação de vulnerabilidade e a criação de comitê especial para cuidar de acompanhamento de estudantes durante a suspensão das aulas presenciais, organizado e composto pela Pró-reitoria de Assuntos Estudantis (Prae), Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAI), Fundação Universitária Mendes Pimentel (Fump) e Comissão de Ações Afirmativas.

Bolsistas em atividade na UFMG:
Bolsistas em atividade na UFMG: planos de trabalho serão revistosMarcílio Lana / UFMG

Orientações quanto às atividades acadêmicas
Além da suspensão das aulas presenciais e da indicação de que é necessário aguardar a definição da Câmara de Graduação para definir sobre a adoção do modelo a distância, o documento também orienta quanto às atividades dos estudantes de graduação que recebem bolsas de monitoria, extensão ou pesquisa. De acordo com o documento, as bolsas "serão mantidas, e os planos de trabalho deverão ser revistos para contemplar as atividades a distância a serem desenvolvidas neste momento de suspensão de aulas presenciais". As pró-reitorias de Graduação, Extensão e Pesquisa ainda vão divulgar orientações específicas.

O informe também orienta que, "para as atividades presenciais de iniciação científica e extensão que não podem ser suspensas, devem ser propostas escalas que possibilitem as medidas de distanciamento social (espaços arejados, amplos, com poucas pessoas, com álcool em gel disponível)”, entre outras recomendações acadêmicas.

Outro setor que não pode interromper totalmente a atividades é o dos laboratórios nos quais pesquisas seguem praticamente inalteradas. A divisão das equipes em turnos para minimizar o número de pessoas presentes no mesmo ambiente,  garantindo distância de 1 a 2 metros entre as pessoas, está entre as recomendações, além da intensificação da "limpeza e desinfecção de objetos e superfícies que sejam tocados com frequência, como maçanetas e corrimãos, e atingidas por aerossóis produzidos por via oral, como mesas e bancadas. Deve-se utilizar água e sabão ou friccionar com álcool 70%”.

Pesquisadora em laboratório do ICB:
Pesquisadora no ICB: documento recomenda que equipes sejam divididas em turnos para reduzir a concentração de pessoas nos laboratóriosLucas Braga / UFMG

Cursos de graduação da área da saúde
Por lidarem com público duplamente afetado pela pandemia de Covid-19, os cursos de graduação da área da saúde são abordados em um dos tópicos específicos da nota, segundo a qual “a suspensão dessas atividades está sendo decidida de forma compartilhada com os serviços da rede pública de saúde, de forma a preservar a responsabilidade social da UFMG com os campos de estágio”. O Comitê Permanente recomenda, ainda, que, "caso ocorra suspensão de atividades assistenciais, esta se dê de forma gradual e ética, cumprindo com o atendimento de pacientes agendados e/ou realizando o encaminhamento responsável a outro profissional”.

Atenção no retorno para casa
Um tema que tem preocupado os integrante do comitê – e foi um dos motivos pelo qual a UFMG e outras universidades integrantes do Fórum das Instituições Públicas de Ensino Superior (Foripes) decidiram aguardar a ação orquestrada pelo governo do Estado para interromper as aulas presenciais – é o retorno dos milhares de estudantes para suas casas,  em cidades do interior mineiro e de outros estados, sobretudo para as localidades que até agora são livres do Sars-CoV2:

"Caso você retorne para sua cidade de origem e lá não haja casos suspeitos ou confirmados de COVID-19, permaneça em “quarentena” voluntária – sete dias em casa, se assintomático, ou 14 dias, se com sintomas respiratórios”, apregoa o documento.

Mas nem todas as recomendações do comitê dizem respeito a restrições. As reuniões diárias do grupo têm sido marcadas pela preocupação com a saúde mental de toda a comunidade acadêmica, afetada pelas medidas de distanciamento social, que podem elevar os graus de isolamento. Assim, além de reforçar que o período não é de férias escolares, ou seja, os estudantes não devem frequentar shopping centers, shows e outros espaços de aglomeração, o comitê recomenda que "mesmo com as medidas de distanciamento social, é possível ser solidário e manter os laços de afeto com colegas e amigos – faça bom uso das mídias sociais!"

Leia o informe em formato PDF